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Mercado financeiro baixa estimativa para alta do PIB de 2014

A expectativa dos economistas para a inflação deste ano, medida pelo IPCA ficou em 6,45%. Para 2015, a previsão do mercado ficou estável em 6,30%

Os economistas do mercado financeiro baixaram, na semana passada, sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 0,28% para 0,27% neste ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (20), por meio do relatório de mercado - pesquisa que ouve mais de 100 instituições financeiras.A queda na previsão de crescimento das instituições financeiras para este ano aconteceu após elevação na semana anterior.  Antes disso, os bancos haviam reduzido a estimativa de crescimento do PIB deste ano por 19 semanas seguidas. Para 2015, a expectativa de crescimento do mercado permaneceu em 1%.O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.No fim de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira teve retração de 0,6% no segundo trimestre deste ano e que estaria em "recessão técnica", que se caracteriza por dois trimestres seguidos de PIB negativo.Inflação e juros
Segundo a pesquisa do BC, a expectativa dos economistas para a inflação deste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, permaneceu em 6,45%. Para 2015, a previsão do mercado ficou estável em 6,30%.
Deste modo, a expectativa das instituições financeiras para a inflação deste ano permanece próxima do teto do sistema de metas brasileiro. A meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% [piso] e 6,5% [teto] sem que a meta seja formalmente descumprida. As metas valem somente para anos fechados.Em setembro, o IPCA somou 0,57%. Já em doze meses até setembro, porém, a inflação atingiu 6,75%, acima do teto da meta de inflação e o maior índice acumulado nesse período desde outubro de 2011, quando atingiu 6,97%.Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que foi mantida estável pelo Banco Central em 11% ao ano no começo de setembro, a expectativa dos analistas dos bancos é de que ela permaneça neste patamar até o fechamento de 2014. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico ficou estável em 11,88% ao ano.Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 2,44 bilhões para R$ 2,29 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial subiu de US$ 7,27 bilhões para US$ 7,65 bilhões.Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte subiu de US$ 59,2 bilhões para US$ 60 bilhões.

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